Ela era uma mulher que parecia menina, ou uma menina com
ares de mulher...
Diziam já passar dos 40 a contar pelos dias vividos sobre a
terra, mas seu corpo insistia em parecer ainda jovem e seus olhos traziam um
brilho de sabedoria do tempo misturado à uma pureza e inocência quase
infantil...
Ao olhar para ela era difícil mensurar quanto tempo existia,
ou se realmente existia... Por vezes parecia um personagem que escapou de um
conto medieval , ou um livro de fantasia, ou um filme com ares futurista...
Sua alma parecia ver de tempos longínquos, trazia marcas que
por vezes achava não serem suas, mas como se todo os seus antepassados pudessem
coexistir com ela nesse tempo e espaço...
Ao mesmo tempo em que sentia-se completamente só e perdida na
atemporalidade, como se o real fosse fantasia e todos os sonhos da sua mente
criativa fossem real...

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